Você pode treinar o paladar do seu bebê antes do nascimento

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Fazer as crianças comerem vegetais é como perder uma batalha. Ou talvez seja uma guerra.

Os cientistas acham que a batalha foi vencida muito antes. No útero.

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Durham e Aston, no Reino Unido, sugere que o que você come no último trimestre muda o que seu filho gosta quando ele tem três anos de idade. Não apenas gostos. Mas na verdade não odeia.

Às 28 semanas, os fetos são provadores totalmente funcionais. O líquido amniótico transporta sinais de sabor da placenta. Então, tudo o que mamãe come. É isso que Baby cheira e saboreia.

A equipe queria ver se isso funcionava.

Eles deram cápsulas de alta potência às gestantes. Couve. Cenouras. Eles fizeram isso com 32 e 46 semanas. Eles assistiram a vídeos de ultrassom dos rostos dos bebês. Eles reagiram? Sim. Conforme mostrado em um relatório de 2023.

Depois veio o acompanhamento. Anos depois.

Avanço rápido para os três anos.

Doze crianças entraram no laboratório. Os pesquisadores trouxeram cotonetes. Um cheirava a couve. O outro cheirava a cenoura.

Eles procuravam um sorriso ou uma cara franzida de choro.

Aqui está o que aconteceu. As crianças reagiram menos mal aos vegetais que provaram no útero. Também importa qual foi. Couve é amarga. As crianças odeiam amargo. Mas se você conhecesse o cheiro quando era feto? Você não recua tanto.

“O que vemos ao longo do tempo é que as descobertas mostram que os gostos estabelecidos durante a gestação persistem na infância”, diz Nadja Reissland, da Universidade de Durham.

Essa é uma longa memória. Do líquido amniótico aos cotonetes.

O estudo era pequeno. Pequeno.

Doze crianças. Isso não é uma multidão.

Também? Não rastreamos suas dietas durante esses três anos. Talvez eles tenham comido cenouras em casa. Talvez seus primos lhes tenham dado chips de couve. Nós não sabemos. Os pesquisadores admitem que esta é uma lacuna.

E a genética também desempenha um papel. Algumas crianças nascem mais sensíveis aos sabores amargos. Uma dieta equilibrada tem efeitos colaterais, claro, mas os genes são coisas teimosas.

Ainda. O sinal está aí.

“Preferências de sabor e hábitos alimentares influenciados por diferenças genéticas, por isso podemos não saber o mecanismo exato”, escrevem os pesquisadores no artigo.

Por que isso importa? Porque existem comedores exigentes. E a saúde está ligada à dieta. Não apenas peso. Mas saúde do coração. Envelhecimento cerebral. Tudo isso.

De qualquer maneira, as pessoas grávidas cuidam de suas dietas. Agora há mais um motivo para aproveitar os greens. Você pode estar programando para desfrutar dos brócolis enquanto eles ainda estão invisíveis para o mundo.

Parece estranho? Claro.

Mas funciona? A evidência diz que talvez.