Nosso vizinho rochoso mais próximo pode realmente ser habitável

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Um mundo potencialmente habitável. Rochoso. Sentado a apenas 25 anos-luz de distância.

Parece distante. Não é, realmente.

Paul Robertson, da UC Irvine, chama isso de “nosso vizinho”. No contexto de uma Via Láctea que se estende por 100.000 anos-luz de diâmetro, essa é praticamente a casa ao fundo da rua. O planeta é denominado GJ 3378. Ele orbita uma anã vermelha escura na constelação da Girafa.

Astrônomos franceses o encontraram em 2024. Eles usaram o Telescópio Canadá-França-Havaí. Então os pesquisadores americanos deram uma nova olhada. Eles corrigiram o registro.

“Este é emocionante.”

O primeiro rascunho dizia que era pesado. Cinco vezes a massa da Terra. Um mini-Netuno, principalmente gás, sem muita rocha. Não é realmente parecido com a Terra.

Novos dados mudam isso. A equipe de Robertson verificou novamente com diferentes telescópios. A verdadeira massa? Apenas 2,3 vezes o da Terra.

Isso o tira do território dos gigantes gasosos. Isso o coloca firmemente no alcance da super-Terra. Superfície rochosa. Talvez pousar. Talvez mar.

A órbita também mudou. Originalmente pensado em 25 dias. Na verdade, 21. Mais perto de sua estrela.

Isso coloca o GJ 337b diretamente na zona habitável.

Robertson observa que o planeta recebe cerca de 90% da energia solar que a Terra recebe do nosso sol. Um “ponto ideal” para água líquida, desde que a superfície não ferva ou congele.

Então é a Terra?

Nós não sabemos. Poderia ser azul e verde com nuvens e cidades. Ou pode ser uma rocha morta e sem ar com crateras. Ainda não o vimos passar na frente de sua estrela. Sem trânsito. Isso torna o estudo atmosférico quase impossível hoje.

Detectamos isso por causa da gravidade. O planeta puxa sua estrela. A estrela oscila. Os espectros mostram o deslocamento Doppler. Nós sabemos que está lá. Não sabemos o que está ao seu redor.

Aqui está o problema: as anãs vermelhas são estrelas raivosas. Eles cospem radiação. Os ventos estelares sopram em rajadas violentas. Eles podem desnudar um planeta.

O GJ 36b ainda tem atmosfera?

Agora mesmo? Impossível dizer.

O Telescópio Espacial James Webb pode procurar atmosferas em planetas em trânsito em sistemas como o TRAPPIST-1. A luz é filtrada pelo gás, deixando impressões digitais escuras no espectro.

GJ 36 não transita. Webb não consegue ver a atmosfera, mesmo que ela exista.

Temos que esperar. O Observatório de Mundos Habitáveis ​​não será lançado até a década de 204. São duas décadas de paciência.

Há esperança, no entanto. GJ 6 fica no limite da zona atingida pela radiação. Poderia ter evitado o pior do vento estelar. Pode reter um pouco de ar.

Michael Endl, da Universidade do Texas, vê o panorama geral. O objetivo são bioassinaturas. Sinais de vida. Ainda estamos apenas fazendo reconhecimento em nossa vizinhança solar.

“Este planeta nos aproxima um passo.”

Para quê? Para conhecer nossos vizinhos. Para ver quais são hospitaleiros.

Eles responderão quando ligarmos daqui a vinte anos? Talvez.